Ressonância magnética de campo aberto: quando e por que escolher?

Você já precisou fazer um exame de imagem e só de pensar em entrar em um aparelho fechado sentiu desconforto ou até falta de ar? A claustrofobia é mais comum do que se imagina e pode ser um desafio para muitos pacientes. Isso, somado à ansiedade, dores crônicas e dificuldade de permanecer imóvel por muito tempo, leva muitos médicos a recomendarem a ressonância magnética de campo aberto como alternativa.
Essa modalidade oferece mais conforto físico e emocional, mantendo a precisão necessária para que o médico possa chegar ao diagnóstico. Neste guia, vamos explicar em detalhes como funciona, para que serve, quais são as diferenças para a ressonância fechada e em quais situações ela pode ser a melhor escolha para você.
Importante: a Teleimagem é uma empresa especializada em laudos radiológicos a distância e atende exclusivamente instituições de saúde. Não realizamos exames diretamente em pacientes. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo. O exame de tomografia com contraste deve ser realizado em centros de imagem devidamente habilitados, sempre com orientação médica.
O que é ressonância magnética de campo aberto?
A ressonância magnética de campo aberto é um exame de diagnóstico por imagem que, assim como a ressonância magnética tradicional, utiliza um campo magnético e ondas de rádio para criar imagens detalhadas de órgãos, tecidos e estruturas internas do corpo.
A principal diferença é que o equipamento não possui um túnel completamente fechado: ele é mais espaçoso, com aberturas laterais ou formato em “C”, o que permite que o paciente tenha uma visão maior do ambiente ao redor e sinta menos sensação de confinamento.
Essa tecnologia foi desenvolvida justamente para melhorar a experiência de pacientes que não toleram a estrutura fechada, sejam por questões emocionais (como claustrofobia), físicas (dificuldade de mobilidade, obesidade) ou idade (crianças e idosos).
Para que serve a ressonância magnética de campo aberto?
A ressonância de campo aberto é indicada para a investigação e acompanhamento de diversas condições médicas. Veja as principais:
1. Avaliação de dores musculoesqueléticas
Permite identificar lesões em músculos, tendões, ligamentos e articulações. É muito utilizada para diagnosticar entorses, rupturas, inflamações e degenerações articulares, especialmente em atletas ou pessoas com dores persistentes.
2. Diagnóstico de doenças neurológicas
Ajuda a detectar alterações no cérebro, medula espinhal e nervos periféricos. Pode identificar tumores, esclerose múltipla, lesões traumáticas e malformações.
3. Investigação de problemas ortopédicos
É eficaz na avaliação de articulações como joelho, ombro, quadril e tornozelo. Permite visualizar tecidos moles e cartilagens com mais clareza que outros exames, como o raio-X.
4. Exames para pacientes que não toleram ambientes fechados
Por oferecer um campo de visão maior e sensação de amplitude, é a escolha ideal para quem tem ansiedade ou claustrofobia.
5. Avaliação de crianças e idosos
A estrutura aberta facilita o posicionamento e reduz o estresse, permitindo que o exame seja feito com mais tranquilidade, inclusive com a presença de um acompanhante.
Qual a diferença entre ressonância magnética aberta e fechada?
A diferença mais perceptível está no formato do aparelho:
Fechada
O paciente entra em um túnel estreito e comprido. Os aparelhos de ressonância fechada geralmente têm campo magnético mais forte, proporcionando imagens mais detalhadas, especialmente úteis para exames neurológicos complexos ou estudos de estruturas muito pequenas.
Aberta
O paciente é posicionado em um equipamento com laterais abertas ou formato menos confinado, com campo magnético ligeiramente menos potente na maioria dos modelos. Embora a intensidade seja menor, os aparelhos modernos conseguem produzir imagens com alta qualidade para grande parte das indicações clínicas.
A escolha entre um modelo e outro depende da indicação médica, do tipo de estrutura a ser avaliada e das condições do paciente.
Como é feita a ressonância magnética de campo aberto?
O exame é feito em ambiente controlado, com a presença de um técnico ou tecnólogo em radiologia. O paciente se deita em uma maca que se desloca até a posição adequada no equipamento, mantendo a área de estudo no centro do campo magnético.
Bobinas específicas (dispositivos que captam o sinal) são posicionadas sobre ou ao redor da região a ser examinada. Durante o procedimento, é essencial permanecer imóvel para evitar que as imagens fiquem borradas.
O equipamento emite sons repetitivos e altos, mas isso não é motivo de preocupação: trata-se do funcionamento normal das bobinas. São fornecidos protetores auriculares ou fones para reduzir o incômodo.
Precisa de contraste na ressonância magnética aberta?
Em alguns casos, sim. O contraste à base de gadolínio é utilizado para destacar determinadas estruturas e diferenciar tecidos normais de áreas com alterações, como inflamações, tumores ou lesões vasculares.
A decisão sobre o uso do contraste é sempre médica, considerando o histórico de saúde do paciente e o objetivo do exame.
A ressonância de campo aberto dói?
Não, o exame é totalmente indolor. O que pode causar desconforto é a necessidade de permanecer imóvel por um período que pode variar entre 30 e 50 minutos. Em exames com contraste, a única sensação pode ser um leve frio ou calor no braço durante a aplicação.
Como me preparo para uma ressonância de campo aberto?
A preparação é simples:
- Retire todos os objetos metálicos, incluindo joias, relógios, piercings e cintos.
- Informe se possui próteses, marca-passo ou qualquer implante metálico.
- Se for usado contraste, pode ser solicitado jejum de 4 a 6 horas.
- Avise à equipe sobre alergias, problemas renais ou histórico de claustrofobia.
Quem não pode fazer ressonância magnética aberta?
Pessoas com implantes ou dispositivos metálicos incompatíveis com o exame, como marca-passos antigos, clipes cirúrgicos cerebrais metálicos e alguns tipos de próteses auditivas.
Pacientes com insuficiência renal grave devem ser avaliados antes do uso de contraste.
Gestantes no primeiro trimestre devem realizar apenas quando o benefício superar os riscos e com indicação médica
Quanto tempo dura uma ressonância magnética de campo aberto?
Em média, o exame leva de 30 a 50 minutos, dependendo da região estudada e se há aplicação de contraste. Procedimentos mais detalhados podem levar mais tempo.
A ressonância magnética de campo aberto é tão segura quanto a fechada?
Ambas são igualmente seguras, pois não utilizam radiação ionizante e seguem protocolos de segurança rigorosos. A escolha pelo formato aberto não compromete a segurança do paciente.
A qualidade das imagens da ressonância aberta é tão boa quanto da fechada?
Em aparelhos de última geração, a qualidade das imagens é muito próxima, sendo suficiente para a maioria dos exames. Em casos que exigem altíssima resolução, o médico pode optar pela ressonância fechada de alto campo.
Para quais situações a ressonância de campo aberto é mais indicada?
- Pacientes com claustrofobia.
- Crianças e idosos.
- Pessoas com sobrepeso ou obesidade.
- Pacientes com mobilidade reduzida ou que precisam de acompanhamento próximo.
Posso levar acompanhante?
Sim, na maioria das clínicas é permitido, especialmente em exames infantis ou em pacientes que precisam de apoio emocional.
Quando recebo o resultado?
O tempo varia conforme a clínica. As imagens são analisadas por um médico radiologista, que emite um laudo detalhado. Na Teleimagem, realizamos laudos especializados para clínicas e centros de diagnóstico, garantindo rapidez e precisão — mas não realizamos o exame diretamente em pacientes.
Teleimagem – Laudos a distância para instituições de saúde
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